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Dom Aldo diz que é a favor da redução da maioridade penal

Arcebispo da Paraíba também defendeu mudança no sistema penitenciário

Dom Aldo Pagotto
Dom Aldo Pagotto

Ao falar sobre a celebração do Domingo de Ramos, o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto disse que a sociedade vive uma crise de caráter e defendeu a redução da maioridade penal, mesmo contrariando a posição da igreja. Segundo ele, a ideia de que um rapaz de 14 anos é um menor não passa de uma filosofia que distorce a realidade, na qual este rapaz já é conhecedor da vida o suficiente para tomada de decisões proativas. O arcebispo também disse que o Brasil está submetido a um governo de estilo criminoso e defendeu os protestos das ruas, embora não ache necessário a saída da presidente Dilma do cargo.

Dom Aldo disse que, mesmo a igreja não sendo favorável à redução da maioridade penal, não ficaria em cima do muro e acha que a legislação penal deve também alcançar o que chamou de “cavalões de 14, 15 e 16 anos”. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados discutiu uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pede a redução da maioridade penal, em uma sessão que terminou em confusão entre familiares de vítimas de crimes cometidos por menores e ativistas contrários à proposta. “Nós não podemos pensar o mundo apenas de uma forma filosófica, que contraria a realidade. Os bandidos se servem do que chama de ‘menor’, mas um cavalão de 16, 17 anos não é mais um menor. Esse conceito filosófico, totalmente desligado da realidade, que hoje é outra”, defendeu o arcebispo.

Apesar do posicionamento, Dom Aldo disse ser contra colocar os “menores” dentro dos presídios, nas condições atuais do sistema penitenciário brasileiro. “Não se trata de simplesmente botar na cadeia e misturá-los com os bandido mais velhos e sim criar uma infraestrutura de reinserção social e acompanhamento. O que não se pode é continuar com a impunidade e apenas falando que as coisas vão melhorar, sem criar meios profiláticos de sanar os erros de base (família). A sociedade mudou e por isso é preciso repensar e redesenhar essa estrutura que encaminhe para uma possível reabilitação e reinserção social, do chamado menor”, acrescentou.

Leia matéria completa na edição desta segunda-feira (30) do jornal Correio da Paraíba.

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