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Polícia encontra corpo de menina de 3 anos desaparecida em Pau Amarelo

O local onde a menina foi encontrada fica a um quilômetro de distância da casa de onde ela foi levada

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Suspeito era vizinho das vítimas, que moravam em um corredor de três casas em Pau Amarelo. Foto: Branda Alcântara/Esp DP/D.A Press

O corpo da pequena Ilda Beatriz, de apenas três anos, levada da casa da tia na manhã desta sexta-feira, foi encontrado dentro de um saco plástico por policiais militares na mesma noite. A criança foi achada às 22h32 enterrada no quintal de uma casa na Segunda Travessa Costa Azul, no bairro de Nossa Senhora do Ó, Paulista. O principal suspeito de ter cometido o crime, Washington Gusmão Ferraz Júnior, de 33 anos, já está detido. Ele teria matado a tia da menina, que era sua vizinha, e esfaqueado a irmã dela, por volta das 9h da sexta.

Peritos do Instituto de Medicina Legal e do Instituto de Criminalística foram acionados para fazer as análises iniciais no corpo. O local onde a menina foi encontrada fica a um quilômetro de distância da casa em que ela foi levada, na Rua Job Vieira de Lima, em Pau Amarelo. Ilda Beatriz estava na casa da tia Janaína Rodrigues de Azevedo, 39, quando Washington bateu na porta pedindo um copo d’água.

Quando a mulher abriu, ele desferiu diversos golpes de faca contra ela. Outra tia da menina também estava na casa, Raquel Rodrigues de Azevedo, 31, ela sobreviveu se trancando no banheiro. Após matar Janaína, com oito golpes de faca tipo peixeira, e esfaquear Raquel, Washington pegou a criança e desapareceu.

O casal dono da casa onde o corpo foi encontrado já havia sido levado para o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa durante a tarde . Ainda pela manhã, o suspeito teria ido até a casa deles para pedir uma ferramenta para cavar a terra emprestada. O pedreiro Ricardo José da Silva, 37, proprietário da residência, contou que Washington fez o pedido dizendo que precisava consertar um vazamento de cano. Ele estaria em uma bicicleta com uma caixa coberta por um saco plástico preto. Após emprestar a pá, o dono da casa disse ter saído para ir à praia. O suspeito devolveu a ferramenta para o sogro do casal. “Estava bem nervoso, mas não desconfiamos de nada. Ele nunca teve histórico de violência, era uma pessoa muito calada, mas costumava beber e ficar dando em cima das mulheres”, comentou o pedreiro.

As buscas pela menina duraram todo o dia e mobilizaram mais de 10 viaturas da polícia, cães farejadores e o helicóptero da Secretaria de Defesa Social. A única sobrevivente ao atentado, Raquel Rodrigues, levou três facadas nas costas, no braço direito e no pescoço e foi encaminhada para o Hospital Miguel Arraes, onde segue internada sem risco de morte e previsão de alta.

Esquizofrenia
Washington é descrito pelo vizinhos e conhecidos como uma pessoa calada, que bebia com frequência e que teria esquizofrenia. Ele morava com a mãe, que está viajando, e teria esposa e uma filha de sete anos. A polícia chegou a entrar em contato com uma irmã do suspeito para confirmar o transtorno, mas a mulher desligou o telefone depois da primeira chamada. A doença será confirmada posteriomente com avaliação de especialistas.

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