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Empresário da Thiago Calçados usava funcionários para criar empresas, diz delegada da PB

Empresário, contador e funcionário de grupo calçadista foram presos.
Operação desarticulou esquema de sonegação fiscal na Paraíba e no RN.

Do G1 PB

Operação fez recolhimento de mercadorias expostas e em estoque (Foto: Walter Paparazzo/G1)Operação fez recolhimento de mercadorias expostas e em estoque (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um empresário do setor calçadista foi preso durante uma operação que desarticulou um esquema criminoso de sonegação fiscal na manhã desta quarta-feira (27) na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Ele utilizava os próprios funcionários como “laranjas” para a criação de novas empresas, segundo informou a delegada Daniela Vicuuna. Na “Operação Cinderela”, além do empresário Erivan Leandro de Oliveira, proprietário da rede Thiago Calçados, foram presos um contador e um funcionário do grupo empresarial investigado. A investigação indica que o esquema causou lesão aos cofres públicos no valor de mais de R$ 133 milhões.

O advogado do empresário, Rembrant Asfora, informou que a defesa não vai oferecer nenhuma declaração sobre o assunto para a imprensa, e que a defesa vai se manifestar nos autos do processo.

De acordo com a delegada, a investigação começou há três meses, após a Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária receber informações repassadas pela Secretaria de Estado da Receita. “Este grupo possui várias empresas. No total são 34 lojas, em João Pessoa, Campina Grande e Natal. A denúncia dava conta de que o empresário utilizava os funcionários dele para criar empresas limpas para operar, uma vez que as empresas que estão no nome dele e da esposa tiveram as inscrições estaduais canceladas”, explica a delegada.

De acordo com Marconi Frazão, secretário da Receita Federal da Paraíba, o grupo chegou a arrecadar valores ilusórios, e teve os registros estaduais cancelados após não oferecer informações ao Fisco Estadual. “Nos últimos três anos, o somatório desses 34 estabelecimentos arrecadados para o Estado da Paraíba foi de menos de R$ 7 mil. Há 24 meses esse estabelecimento não presta nenhum tipo de informação para a Receita”, relata.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Dois nas residências do empresário e do contador, onde foram apreendidos documentos relacionados às empresas, celulares e computadores; um no Rio Grande do Norte, onde foram apreendidos documentos, celulares e chaves de empresa; e três em lojas do grupo, duas no bairro de Mangabeira e uma no Centro de João Pessoa, onde além do recolhimento de mercadorias expostas e em estoque, também foram recolhidos equipamentos emissores de cupom fiscal, maquinetas de cartão de crédito e documentos, segundo informou a delegada.

A operação é resultado de uma ação conjunta da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (DCCOT), do Ministério Público do Estado da Paraíba, da Promotoria de Justiça de Crimes Contra a Ordem Tributária e da Secretaria de Estado da Receita. Participaram da operação sete delegados da Polícia Civil, 45 policias civis, dois promotores de Justiça da Promotoria de Crimes Contra a Ordem Tributária, 21 auditores fiscais da 1ª Gerência Regional e uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Incidem sobre os investigados os crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e crimes contra a ordem tributária. Os detalhes da “Operação Cinderela” foram divulgados em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira no auditório da Central de Polícia Civil de João Pessoa, bairro do Geisel.

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