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Aos gritos de “Assassino” Rodolpho presta depoimento arrodeado de seguranças 

O jovem chegou para depor por volta das 8h com advogados e seguranças particulares. 

Ele foi levado para a uma sala da Central de Polícia e começou a prestar depoimento por volta das 10h ao delegado Reinaldo Nóbrega, titular da Delegacia de Homicídios de João Pessoa.

De acordo com delegado, Rodolpho Carlos ficou calado durante o interrogatório e não comentou sobre o fato que resultou na morte do agente de trânsito. Na saída do depoimento, um grupo de pessoas tentou agredir o suspeito foi contido por policiais civis. “O veículo usado para o transporte de Rodolfo foi atingido por murros”, disse ao Paraíba Já um policial que participou da escolta do acusado.

Rodolpho Carlos saiu do local por volta das 11h, sob protesto de muitas pessoas que estavam no local que o chamaram de “assassino” e “monstro”. Um cunhado da vítima chegou a dar um chute no veículo em que Rodolpho estava. “Nós queremos justiça. Esse mostro não pode ficar solto”, desabafou viúva do agente de trânsito.

O suspeito teve a prisão preventiva decretada por uma juíza do 1º Juizado Especial Misto de Mangabeira e revogada pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho, horas depois, antes mesmo de a prisão ser realizada. Entre uma decisão e outra, foram pouco mais de seis horas. A prisão de Rodolpho foi determinada por volta das 20h de sábado (21). Já a decisão que suspendeu a prisão foi dada às 3h da manhã de domingo (22).

Entenda o caso

Dirigindo um Porsche de cor branca, Rodolpho Carlos não obedeceu à ordem de parada de um agente de trânsito, furou a blitz e atropelou o agente Diogo Nascimento de Souza. O fato ocorreu na madrugada do último sábado, no bairro Bessa, local considerado nobre da zona leste da cidade de João Pessoa. A vítima foi socorrida em estado grave e encaminhado ao Hospital de Trauma, mas não resistiu aos ferimentos.

Rodolpho não parou o veículo nem mesmo para prestar socorro. No entanto, com o impacto do atropelamento, uma das placas do carro caiu e a polícia conseguiu identificar o dono. O Porsche está em nome de Ricardo de Oliveira Carlos da Silva. No entanto, de acordo com informações da polícia local, Rodolpho foi identificado como condutor por meio de denúncia anônima.

A família de Rodolpho Carlos é dona de empresas de comunicação na Paraíba, como a TV Cabo Branco afiliada da rede Globo, e também é proprietária do Grupo São Braz, um dos maiores produtores de café torrado do país. O suspeito é neto do ex-senador e ex-vice-governador José Carlos da Silva Junior.

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