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PF prende amigos de Temer: José Yunes, coronel Lima e ex-ministro Rossi

O advogado José Yunes e o presidente Michel Temer
O advogado José Yunes e o presidente Michel Temer Foto: Zanone Fraissat / Folhapress

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, quatro pessoas investigadas no inquérito que apura irregularidades no decreto do presidente Michel Temer sobre o setor portuário.

 

Entre os detidos, está o advogado José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer. As prisões foram determinadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação. Os pedidos de prisão foram feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Foram presos nesta quinta-feira:

• José Yunes, ex-assessor da Presidência

• Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura

• Antonio Celso Grecco, dono do grupo Rodrimar

• João Baptista Lima Filho, coronel da reserva da PM e amigo de Michel Temer

 

As prisões são temporárias, ou seja, com prazo de cinco dias. Por volta das 8h, Yunes seguia para a sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, no bairro da Lapa.

 

Wagner Rossi foi detido em Ribeirão Preto, e Antonio Celso Grecco, em Monte Alegre do Sul, no interior de São Paulo. O empresário está a caminho da capital paulista, onde ficará detido na carceragem da PF.

 

Por meio de nota, o advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende Yunes afirmou que a prisão de do advogado é “inaceitável” e que seu cliente compareceu espontaneamente para depor nas investigações. “Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”, diz o texto.

 

No começo do mês, Barroso já havia determinado a quebra dos sigilos bancários de Temer e Yunes no âmbito da investigação do decreto dos portos. Além dos dois, também foram alvo da medida o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de dinheiro dada pelo grupo J&F.

 

A decisão também quebrou os sigilos do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, de Antônio Celso Grecco e de Ricardo Mesquita, diretor do grupo Rodrimar.

 

Amigo de Temer desde 1960

 

O último encontro de Yunes e Temer ocorreu na última segunda-feira. Fora da agenda, o presidente jantou com o amigo em São Paulo, como revelou o colunista Lauro Jardim.

 

Amigo de Temer desde a época da faculdade, nos anos 1960, Yunes foi assessor especial da Presidência até dezembro de 2016, quando pediu demissão do cargo após ter sido citado na delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. O delator disse aos investigadores que Yunes recebeu dinheiro em espécie em seu escritório em São Paulo.

 

Em sua delação premiada, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, operador financeiro do PMDB, afirmou ter buscado uma caixa com R$ 1 milhão no escritório de Yunes.

 

O dinheiro pertenceria a Temer a partir de um acordo de caixa 2 feito com a Odebrecht. A quantia teria sido remetida a Salvador, mais especificamente para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), outro amigo íntimo do presidente da República, preso em setembro do ano passado.

 

 

 

 

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