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Pastor acusado de estuprar, espancar, queimar e matar filho e enteado tem prisão prorrogada por mais 30 dias

VITÓRIA — A Polícia Civil do Espírito Santo encerrou a investigação de um dos crimes mais bárbaros da história capixaba. Após 32 dias de perícias e depoimentos, delegados concluíram que os irmãos Kauã, de 3 anos, e Joaquim, de 6 anos, foram estuprados, espancados e queimados ainda vivos, pelo pai e padastro, Georgeval Alves, conhecido como pastor George.

 

O crime aconteceu na casa da família, na cidade de Linhares, norte do Espírito Santo, na madrugada do dia 21 de abril. O pastor está preso desde 28 de abril acusado de alterar a cena do crime, atrapalhar as investigações e manter contato frequente com testemunhas. Na terça-feira, a justiça prorrogou a prisão temporária dele por mais 30 dias.

 

Os dois irmãos morreram carbonizados num incêndio provocado pelo pastor, no quarto onde estavam. De acordo com a polícia, as cenas de horror começamara com o pastor abusando sexualmente das crianças. Substância existentes do sêmen humano foram encontradas na cavidade anal dos dois meninos. As investigação reveleram, ainda, que após o abuso o pastor espancou os meninos até que ficassem desacordadas. Em seguida, levou ambos para o quarto e ateou fogo.

 

—Ele ateou fogo nas crianças com objetivo de ocultar o abuso sexual cometido — explicou o delegado-chefe de Linhares, André Jaretta.

 

O pastor sempre negou as acusações e, segundo a polícia, ainda tentou se promover diante da tragédia nas entrevistas que concedeu à imprensa. Numa delas, afirmou que ‘fez o que pode’ para salvar as crianças, inclusive se queimando, mas um exame de corpo de delito encontrou apenas uma pequena bolha, do tamanho de uma moeda, num de seus pés.

 

— Estamos diante de um crime aterrador, pavoroso e chocante. Estamos falando de um monstro — afirmou o secretário de segurança pública do Espírito Santo, coronel Nylton Rodrigues.

 

A polícia vai indiciar George Alves por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulneráveis. A soma das penas pode chegar a 126 anos de prisão, mas por lei o tempo máximo que George pode ficar preso são 30 anos.

 

— Ele pode ter uma condenação de até 126 anos, mas não fica nem 30 anos na cadeia, porque tem a progressão da pena, abatimento da pena. É hora do nosso legislador lá em Brasília ver isso. Um crime como esse não deveria ter progressão. Mas a justiça não consegue mudar a legislação, a polícia não consegue mudar a legislação. É preciso que os legisladores coloquem isso como agenda prioritária do nosso país — apelou o secretário de segurança.

 

No dia do crime a mãe das crianças, a também pastora Juliana Salles, estava viajando para Belo Horizonte onde participou de um congresso. A polícia chegou a apreender o celular dela durante as investigações, mas garantiu que nada foi encontrado e descartou a possibilidade de envolvimento dela com a tragédia.

 

Após a prisão do pastor, a Igreja Batista Vida e Paz, onde ele atuava como líder ao lado da mulher, permaneceu fechada. Segundo membros da igreja, ainda não há informação do que vai acontecer com o imóvel. Antes de abrir a igreja, George era cabeleireiro em São Paulo, cidade onde nasceu e chegou a fazer cursos de beleza.

 

 

 

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