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Seis em cada dez brasileiros concordam com a reforma da Previdência, diz pesquisa

Reforma: 63% dos homens dizem que é preciso melhorar o sistema previdenciário

Reforma: 63% dos homens dizem que é preciso melhorar o sistema previdenciário Foto: Guito Moreto

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que seis em cada dez brasileiros (59%) consideram necessária a reforma da Previdência. Além disso, 83% dos entrevistados afirmam não estar dispostos a pagar mais impostos para manter o atual sistema previdenciário e 59% acreditam que o problema da falta de dinheiro para a Previdência deve ser resolvido com mudanças nas regras de aposentadorias e pensões.

De acordo com a pesquisa “Retratos da sociedade brasileira – reforma da Previdência”, feita em conjunto com o Ibope, entre os homens, 63% dos homens dizem que é preciso melhorar o sistema previdenciário. Entre as mulheres o percentual cai para 54%.

O levantamento mostra que a reforma é importante para 68% dos entrevistados com ensino superior e 73% daqueles com renda familiar de até cinco salários mínimos. E mesmo aqueles que ganham menos e com menor grau de escolaridade acham que as mudanças são necessárias: 52% dos que completaram até a quarta série do ensino fundamental e 51% dos que recebem até um salário mínimo.

— A maioria da população já reconhece que a reforma da Previdência é indispensável para o país — disse o presidente em exercício da CNI, Paulo Afonso Ferreira.

Ele destacou que as mudanças na Previdência são “urgentes e imprescindíveis” para assegurar o pagamento futuro de milhões de aposentados e beneficiários do sistema. Enfatizou, ainda, que a reforma também é importante para o equilíbrio das contas públicas.

— As mudanças no sistema atual de aposentadorias são essenciais para incentivar o retorno dos investimentos, do crescimento sustentado e da necessária modernização do país. Se o país não resolver a questão do déficit da Previdência, a sociedade terá que arcar com os custos de elevação da carga tributária e com a falta de recursos para áreas em que a atuação do setor público é fundamental, como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Todos os brasileiros serão prejudicados — afirmou.

Para 33% dos entrevistados, as regras deveriam mudar apenas para quem ainda não contribuiu para a Previdência. Outros 26% dizem que o sistema deve mudar para quem já contribui, mas ainda não se aposentou. E 21% defendem a manutenção das regras atuais e que os recursos para cobrir o déficit deveriam sair do aumento de impostos.

A pesquisa mostra que cresce a percepção sobre a necessidade de o Brasil estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria – um dos principais pontos da reforma em tramitação no Congresso. Entre os entrevistados, 72% disseram que são a favor da medida.

“Os resultados indicam que a população está criando cada vez mais consciência da necessidade de uma idade mínima de aposentadoria, posto que as pessoas estão vivendo cada vez mais tempo”, conclui a pesquisa.

Ainda segundo a pesquisa, oito em cada dez brasileiros (79%) sabem que as regras de aposentadoria não são iguais para todos, e sete em cada dez pessoas concordam que tratamentos diferentes prejudicam o restante da população. Entre os entrevistados, 71% concordam total ou parcialmente que todos deveriam estar sujeitos às mesmas normas, enquanto 26% discordam da igualdade das regras de acesso à aposentadoria.

Quando perguntados sobre a manutenção de regras específicas para alguns grupos, 62% concordam que as mulheres tenham um tratamento diferente do dado aos homens. A maioria dos brasileiros também defende que os trabalhadores rurais tenham aposentadorias diferenciadas dos urbanos, assim como professores, policiais e militares.

A pesquisa também constatou o crescimento da percepção de que os brasileiros se aposentam mais cedo do que em outros países. Em 2015, 18% das pessoas pensavam que a aposentadoria no Brasil ocorria mais cedo do que em nações desenvolvidas, como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e França. Esse percentual subiu para 24% este ano.

Desconhecimento

O levantamento da CNI mostra, contudo, que é alto o nível de desconhecimento do que está se discutindo no Congresso. Apenas pouco mais de um terço da população (36%) conhece a proposta do governo em tramitação no Congresso Nacional, dos quais 6% afirmam ter amplo conhecimento do texto e 30% conhecem os principais pontos. Para aqueles que dizem conhecer a proposta, 51% são contra e 39% a favor.

A pesquisa foi realizada em conjunto com o Ibope. Foram ouvidas 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 12 e 15 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

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