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Bebê nasce com feto dentro do abdômen, em caso raro de gravidez, na Colômbia

A colombiana Monica Vega passou por uma gravidez rara Foto: Facebook / Reprodução

A rara gravidez de uma colombiana vem impressionando profissionais da saúde e internautas em diversos países.

Na barriga da bebê, havia outro feto, porém sem cérebro, nem coração, que se alimentava através da irmã. A descoberta foi feita quando Monica Vega fez um ultrassom aos sete meses de gestação. As imagens mostravam a existência de dois cordões umbilicais, mas ela não estava esperando gêmeos.

O cirurgião Miguel Parra, especialista em gravidez de alto risco, contou à Rádio Caracol que a possibilidade de ocorrer esse fenômeno, conhecido como fetus in feto, é de uma a cada 500 mil nascimentos. E foi isto o que aconteceu com a filha de Monica, a pequena Itzamara.

“Se não tivesse sido diagnosticada a tempo, a menina poderia ter crescido durante anos com esse feto parasita crescendo dentro de seu abdômen”, disse Parra, segundo a emissora “BBC”.

A recém-nascida passou por uma cirurgia poucas horas após nascer para que o feto fosse removido de seu abdômen. A operação foi bem sucedida, contou o médico.

Ainda de acordo com ele, é como se um irmão gêmeo estivesse se desenvolvendo dentro do outro, em vez de crescer no útero da mãe, tendo sido gerado a partir de um único zigoto, formado por óvulo e um espermatozóide.

“É um dos casos mais estranhos que vemos na medicina fetal”, ressaltou o especialista. “As células que iriam formar os dois gêmeos não se separaram na hora certa, então um poderia se desenvolver enquanto o outro estava dentro de seu irmão mais novo”.

“Agora ela é uma menina que se desenvolve muito bem, ela se recuperou muito bem de sua cesariana, que aconteceu 24 horas após seu nascimento”, disse ela à Caracol Radio.

Modelo ‘absorveu’ irmã gêmea dentro do útero

Outro caso que gerou grande repercussão foi o da modelo americana Taylor Muhl, de 33 anos. Em 2009, ela descobriu que uma marca de nascença em sua barriga era um resquício da irmã fundido a seu corpo. Taylor “absorveu” a gêmea enquanto ainda estava no útero da mãe, devido a uma síndrome rara chamada de quimerismo.

A barriga de Taylor com dois tons de pele Foto: Reprodução

“Eu sou minha própria gêmea. Quando eu nasci, acharam que era uma marca de nascença, mas conforme eu fui crescendo, fiquei doente várias vezes e ninguém sabia o que eu tinha. Até que um médico finalmente confirmou o quimerismo”, disse.

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