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Professores de João Pessoa fazem paralisação e decidem por greve

Greve já foi aprovada caso Prefeitura não apresente proposta.
Categoria fez um ato público e interrompeu o trânsito na Lagoa.

 

Os professores de João Pessoa vão paralisar as aulas da rede municipal até sexta-feira (1º), enquanto aguardam uma proposta da Prefeitura de João Pessoa. Caso não haja um acordo, a categoria vai deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (4), conforme foi decidido por unanimidade durante uma assembleia nesta terça-feira (29). Além dos professores, outros trabalhadores da educação municipal também devidiram cruzar os braços.

Em nota à imprensa, a Prefeitura de João Pessoa informou que todos os trabalhadores da Rede Municipal de Ensino, incluindo os prestadores de serviço, têm o pagamento do piso salarial nacional assegurado. “Isso está sendo possível graças ao reajuste de 5,44% concedido a partir deste mês a cerca de 500 profissionais cujos vencimentos ainda não se enquadravam no piso nacional”, diz o texto.

O posicionamento da Prefeitura ainda diz que foi pedido bom senso aos representantes sindicais em função deste período de crise “que provocou uma queda real na arrecadação de cerca de 10% em 2015”. A nota também afirma que, ao longo dos últimos três anos, os trabalhadores em educação receberam sucessivos aumentos salariais que representam 28,93% de reajuste.

Depois da assembleia, os professores se reuniram em um ato público e bloquearam o cruzamento da Avenida Miguel Couto com o Parque Solon de Lucena, no Centro da cidade, por volta das 17h.

A principal reivindicação da categoria é um reajuste salarial de 11,36%. Além disso, eles pedem reajuste nas gratificações, plano de cargos, carreira e remuneração, regulamentação do aumento da licença e bolsa para doutorado, formulação de um calendário de reformas para escolas e capacitação para todos os profissionais da educação.

“Desde janeiro, encaminhamos uma proposta de reajuste salarial no percentual indicado pelo MEC [Ministério da Educação], de 11,36%,  procuramos um bom diálogo, propositivo, concedemos todos os prazos que a PMJP [Prefeitura de João Pessoa] solicitou, mas no entanto ela se mostrou irredutível no atendimento às reivindicações, que sabemos ser possível”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem-JP), Daniel de Assis.

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