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Esposas e irmãos de presos estão na mira da 3ª fase da Operação Gabarito

A Operação Gabarito foi deflagrada para combater organização criminosa suspeita

de fraudar concursos na Paraíba e em outros estados do Nordeste

A delegada Vanderleia Gabi, adjunta de Defraudações e Falsificações (DDF de João Pessoa), informou nesta segunda-feira (22), que esposas, irmãos, familiares dos indiciados na Operação Gabarito, deflagrada para combater organização criminosa suspeita de fraudar concursos na Paraíba e em outros estados do Nordeste, podem ser alvo de pedidos de prisão, na 3ª fase da operação, que já foi iniciada.

 

Essas pessoas que podem ser presas seriam alguns dos beneficiados, que não se apresentaram até agora à polícia. “A gente aguardou, deu um tempo para que essas pessoas se apresentassem, mas até agora nada, elas não colaboraram com as investigações. Então agora a gente vai agir”, disse a delegada Vanderleia Gadi.

 

De acordo com a delegada, a terceira etapa da Operação Gabarito foi deflagrada hoje e consiste basicamente na análise dos documentos apreendidos nas duas primeiras fases, cuja ação indiciou 29 e prendeu 30 pessoas. Na Operação Gabarito I e II também foram apreendidos 12 veículos e equipamentos eletrônicos.

 

A delegada Vanderleia Gadi disse que nessa 3ª fase da Operação Gabarito não há novos mandados de busca ou de prisão para ser cumpridos, mas será feita a análise de toda a documentação, do material apreendido, a solicitação de perícias e haverá mais levantamentos.  “Vamos aprofundar o conhecimento que a polícia já tem e entender ainda melhor como funcionava esse esquema”, esclareceu à delegada.

 

A adjunta da Delegacia de Defraudações e Falsificações disse que, ao término das investigações, serão enviados relatórios para as instituições lesadas, ou seja, que tiveram seus concursos fraudados. “O inquérito sobre as fraudes ocorridas na esfera federal será encaminho para a Polícia Federal”, disse.

 

Sobre a punição para as pessoas beneficiadas com a compra de gabaritos para fraudar os concursos, a delegada disse que “cabe a cada uma das entidades lesadas (prefeituras, TRE, MPPB, prefeituras) darem sequência às investigações”.

 

De acordo com Gadi, os crimes específicos contra cada um dos órgãos, ou seja, as fraudes aos concursos, serão investigados pelas entidades competentes. “Mas a associação criminosa em si a gente pode investigar e no final comprovar que era uma associação criminosa que agia nos concursos”, disse.

 

A delegada estima que a DRE leve até 30 dias para analisar toda a documentação apreendida e apresentar o primeiro resultado. “Temos 30 dias, prorrogável por mais 30 para concluir o inquérito, mas espero que nos próximos dias os primeiros resultados sejam apresentados”, revelou.

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