Ele confessou que apontou a arma e puxou o gatilho, mas não esperava que ela estivesse com munição. Ele passou pela audiência de custódia e o justiça converteu a prisão flagrante em preventiva e determinou a ida dele para o Presídio do Roger, na Capital.
Luana Alverga, de 20 anos, morreu no final da tarde de domingo (23) após ser atingida na cabeça pelo tiro de espingarda disparado pelo jovem durante a festa de aniversário do namorado, na casa dele. O perito Aldenir Lins, do Instituto de Polícia Científica (IPC), descartou suicídio, assim como luta corporal antes do disparo.
O suspeito seguia preso até a manhã desta segunda-feira (24) na Central de Polícia, no bairro do Geisel. Segundo o advogado da família de Luana Alverga, Hilton Souto Maior Filho, ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta segunda. O tio do suspeito não foi localizado. A polícia não informou se o parente do suspeito tinha autorização para posse da espingarda.
Arma tinha aparecido em foto
De acordo com o depoimento do namorado à polícia, Luana queria ir ao banheiro, mas o local estava ocupado. Os dois foram até o banheiro que fica no quarto do tio do suspeito, nos fundos da casa, onde estava guardada a espingarda. No quarto, o jovem pegou a arma para mostrar a Luana. Segundo o suspeito, uma semana antes do caso, ele havia enviado uma foto segurando a arma para a namorada.
Na ocasião, ele tinha explicado que a espingarda era para fazer a segurança da casa, porque vários assaltos estavam sendo registrados no bairro. Na versão do jovem, a ida ao quarto do tio acabou servindo também para mostrar a arma, tendo em vista que a foto enviada tinha sido tirada no local.
O namorado de Luana explicou ao delegado que investiga o caso, Joanes Eugênio, que o tio, além de informar que os cartuchos estavam estragados, tinha avisado que iria jogar fora. Não foi a primeira vez que ele manuseou a arma e em todas as vezes, a espingarda estava sem munições.
Suspeito serviu ao Exército
O advogado da família de Luana Alverga, Hilton Souto Maior Filho, explicou que o namorado de Luana Alverga havia servido o Exército durante um tempo. “Na versão dele o tiro foi acidental, mas ele serviu o Exército, sabia manusear a arma, pelo menos foi imprudente”, avaliou o advogado. Ainda de acordo com Hilton Souto Maior Filho somente a perícia e o exame cadavérico poderão apontar, de fato, se o tiro que matou a jovem de 20 anos foi acidental.
G1
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