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CASO ELUCIDADO: Polícia aponta namorada como mentora intelectual do assassinato de família em SP

Carina Ramos e Ana Flávia Gonçalves são investigadas por suspeita de participação no crime no ABC Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A Polícia Civil de São Paulo considera esclarecido os assassinatos de três pessoas da mesma família em São Bernardo do Campo na semana passada. Os corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro em uma estrada de terra da cidade.

Segundo as autoridades, Carina Ramos, namorada da filha do casal assassinado, foi a mentora intelectual do crime. A possibilidade de Ana Flávia ter participado do planejamento da ação, no entanto, não está fora de cogitação.

— Tomamos esses depoimentos com ressalvas. Estamos lidando com pessoas que lidaram diretamente com o crime. Em uma semana temos o crime praticamente esclarecido. Praticamente porque colocamos sempre na suposição. Não temos achismos, lidamos com provas. Estamos falando de um crime bárbaro — disse o delegado.

Segundo relato de Juliano Ramos, primo de Carina que participou do assassinato da família, o crime teria sido planejado por ambas duas. Elas teriam simulado um roubo à casa onde estavam Flaviana e Romuyuki, pais de Ana Flávia, e o irmão dela, Juan Victor, de 16 anos.

Segundo Juliano, Ana Flávia e Carina queriam roubar cerca de R$ 85 mil que estariam em um cofre. Ao entrar na casa junto com outros dois criminosos (também presos após o episódio), Juliano fingiu render Carina. Os outros dois homens espancaram o pai e o irmão de Ana Flavia, enquanto pediam a senha do cofre. Como não tinham, esperaram Flaviana chegar na residência.

Ao chegar, a mulher foi surpreendida pelos bandidos. Quando ela mostrou aos invasores que o cofre estava vazio, os três foram mortos asfixiados, segundo Juliano, com autorização de Carina e Ana Flávia. Já com os corpos dentro do carro da família, o grupo passou em um posto de combustível, comprou gasolina e seguiu para a estrada do Montanhão, onde o veículo foi incendiado com os corpos dentro.

— Juliano confessou a participação no crime e apontou Carina como mentora intelectual: o objetivo era subtrair R$ 85 mil que supunham existir na casa, mas ol dinheiro não foi encontrado. Diante disso, ela (Carina) resolveu dar ordens para Juliano, Michael e Guilherme para matarem as duas vítimas, o pai e o filho — disse Ronaldo Tessunian, delegado titular à frente do caso.

O GLOBO apurou com parentes e conhecidos do casal que Carina tinha mais poder de influência na dinâmica do casal. Por esse e outros fatores, a polícia acredita que ela tenha sido mentor intelectual do crime.

Para finalizar o inquérito, a polícia agora aguarda laudos relativos à ação criminosa e o resultado da quebra de sigilo dos telefones dos envolvidos.

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