SÃO PAULO — O secretário estadual da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, disse nesta segunda-feira (30) que a quarentena contra o coronavírus no estado poderá ser suspensa na próxima semana. O decreto que determinou o isolamento social no estado vence em 7 de abril.
— Pelos casos iniciais que nós temos, eu diria que não vamos ter a necessidade de repetir o isolamento social muitas vezes mais para frente nem fazer o isolamento compulsório – afirmou Germann, durante entrevista a imprensa nesta tarde para anunciar medidas de enfrentamento ao coronavírus.
A declaração foi feita após o governador João Doria evitar qualquer antecipação de decisão.
— Esses outros cenários só serão avaliados e, eventualmente, anunciados, se houver essa necessidade — disse Doria.
O governador havia sido perguntado se a quarentena poderia ser intensificada a partir da próxima semana.
Germann explicou ao GLOBO que a não renovação da quarentena depende de duas condições: a população manter o isolamento social até o dia 7 e os casos de coronavírus não sofrerem uma alta além do ritmo registrado na última semana.
Segundo ele, o estado está preparado, mantidas as condições desta segunda-feira da pandemia na próxima semana, para absorver a demanda por atendimento na rede pública.
— Estamos conseguindo achatar a curva de crescimento de casos — afirmou.
São Paulo tem 1.451 casos confirmados e 98 mortes pelo coronavírus. Entre as vítimas fatais há dois rapazes de 26 e 33 anos. A morte deles foi confirmada no domingo à noite pelo estado.
Outro indicativo de que a quarentena deverá acabar no estado foi o anúncio de uma campanha de conscientização da população sobre a importância do isolamento social. Ela será veiculada somente até o dia 6 de abril e começa na noite desta segunda-feira.
“A economia a gente trabalha e recupera. A vida de quem a gente ama não dá para recuperar”, diz a propaganda paulista. O slogan “fique em casa” é repetido diversas vezes.
O governador João Doria disse nesta tarde para os paulistas não seguirem as recomendações do presidente Jair Bolsonaro.
— Não sigam as orientação do presidente da República do Brasil — afirmou.
Prefeitura e governo do estado ainda não se manifestaram se o fechamento de escolas e de comércios será renovado por mais algumas semanas ou flexibilizado.
Doria disse nesta tarde que o isolamento social é uma “necessidade” mas não uma “obrigatoriedade”.
— Isolamento é necessidade não obrigatoriedade. Melhor prevenir hoje do que lamentar amanhã — disse.
Ele anunciou a ampliação do funcionamento do restaurante popular do governo que vende refeições a R$ 1. Esses estabelecimentos passarão a trabalhar no jantar. O objetivo é reforçar em 1,2 milhão de refeições o atendimentos feito atualmente. A medida começa em 1º de abril e seguirá por dois meses.
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