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Policiais confessam que mataram vigilante por estarem ‘em situação de risco’

Os três policiais envolvidos no caso do vigilante morto na madrugada desta sexta-feira (8), em Santa Rita, na Grande João Pessoa, prestaram depoimento durante a tarde, e alegaram que atiraram por se sentirem em uma “situação de risco”.

 

A informação foi dada pelo delegado Alexandre Fernandes, do Núcleo de Homicídios de Santa Rita. Ele, que ouviu os militares, disse ainda ser muito cedo para delimitar uma linha de investigação, mas que os dois fuzis e a carabina que foram utilizadas pelos policiais serão encaminhados para perícia na próxima segunda-feira (11).

 

O delgado afirmou também que o oficial, o cabo e o sargento relataram em seus depoimentos que realizaram os disparos por se considerarem em uma “situação de risco”, uma vez que estavam em diligência. Na ação, os policiais militares não encontraram nada de ilegal no veículo em que estava Davis Wayne Pereira.

 

Entenda o caso

 

O vigilante Davis Wayne Pereira, de 40 anos de idade, foi morto na madrugada desta sexta após uma suposta troca de tiros no bairro de Tibiri II, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Ele estava sendo transportado para casa por um motorista de aplicativo no momento em que foi atingido, e havia acabado de deixar a namorada na residência dela.

 

Pouco antes, uma agência da Caixa Econômica Federal tinha sido explodida na mesma região. No local, a polícia apreendeu bananas de dinamite que haviam sido usadas na ação, além de outros objetos. A Polícia Militar estava à procura dos bandidos no entorno da agência bancária quando teriam avistado o veículo em que Davis estava, e teriam realizado os disparos, possivelmente imaginando se tratar do carro utilizado pelos criminosos.

O pai da vítima afirmou categoricamente que os tiros, de fato, partiram dos policiais, assim como também relatou a namorada de Davis, que não quis se identificar e presenciou parte da ação.

 

“Eu achei que era bomba de São João. É bala, é muito tiro. Tentei ligar para avisar, mas estava muito nervosa. Saí correndo e vi o motorista parado, deitado no chão com a mão na cabeça e os policiais em cima atirando. Só tinha policial. Eu falei ‘não atirem, gente, ele tá comigo. Ele é Uber’, e eles atirando. Quando eu olhei, o Davis já estava baleado no banco e os policiais não deixaram que eu me aproximasse dele”, contou a mulher.

 

 

 

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