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Caixa anuncia nova redução nos juros do crédito imobiliário; taxa mínima será de 6,75% ao ano

Rio de Janeiro 24/07/2019 Caixa Econômica Federal na Rua Benedito Hipólito, Centro. Foto Marcelo Regua / Agência O Globo

Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

Caixa Econômica Federal anunciou, pela segunda vez neste mês, a redução das taxas de juros para o crédito imobiliário.

A partir do próximo dia 6 de novembro, a taxa máxima cairá de 9,5% para 8,5% ao ano, para imóveis residenciais enquadrados nos sistemas Financeiro de Habitação (SFH) e Financeiro Imobiliário ( SFI ).

Já a taxa mínima passará de 7,5% para 6,75% ao ano. A medida valerá para contratos de financiamento de imóveis atualizados pela Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada.

– A Caixa é o banco de todos os brasileiros e trabalha com políticas diferenciadas de juros, para oferecer à população as melhores condições de aquisição da casa própria – afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A redução do custo do crédito imobiliário foi anunciada horas antes do encerramento da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Mas a instituição assegurou que a medida nada tem a ver com o que pode decidir o Copom no fim da tarde desta quarta-feira. A expectativa do mercado é de um novo corte na taxa básica de juro (Selic), hoje em 5,5% ao ano.

No último dia 8, os juros cobrados pela Caixa cobrados no crédito imobiliário caíram de 8,5% ao ano para 7,5%, mais a TR, para quem é cliente do banco. A taxa máxima diminuiu de 9,75% para 9,5%.

A medida só vale para novas operações. Ou seja, quem tiver financiamento na Caixa, os valores continuarão com as mesmas taxas feitas na época da contratação. Não será possível migrar para um crédito mais barato.

Já clientes de outros bancos que tenham saldos devedores corrigidos pela TR poderão transferir seus contratos para a Caixa, com base no princípio da portabilidade. No caso dos financiamentos corrigidos pelo IPCA, as taxas continuam variando entre 2,95% e 4,95% ano.

Em junho último, a Caixa anunciou uma redução de 1,25 ponto percentual nas taxas para os financiamentos imobiliários. E, desde agosto, o banco lançou a possibilidade de crédito para aquisição de imóveis com valores corrigidos pela inflação (IPCA).

– Somos o primeiro banco no Brasil a operar com custo efetivo total a baixo de 7% ao ano. Essa taxa de juros possui custos inferiores ao Minha Casa, Minha Dois, na faixa 3 (famílias com renda bruta de até R$7 mil) – enfatizou o presidente da Caixa.

Ele afirmou que o principal objetivo do banco é ajudar famílias de baixa renda a comprar casa própria a um custo baixo, mas admitiu que a redução das taxas de juros poderá estimular o setor da construção civil. Disse, ainda, não estar preocupado com a concorrência dos demais bancos.

Estímulo ao mercado imobiliário

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, a medida poderá ajudar o setor, o que seria bom para a atividade econômica. Ele acredita que essas reduções das taxas de juros devem ser cada vez mais frequentes, dada a sequência de queda da taxa básica de juro.

– Baixar juro é sempre uma medida boa. Imaginamos que daqui para frente isso será uma rotina. Novas reduções devem vir – afirmou.

Newton Marques, membro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal e professor da Universidade de Brasília (UnB), também concorda que medidas do gênero são ações de governo para melhorar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Porém, ele questiona se, de fato, o uso de bancos públicos para agradar a população não poderia ser prejudicial às instituições.

– Isso já foi feito no passado. Tanto a Caixa como o Banco do Brasil têm estruturas de custos administrativos mais elevadas do que os bancos privados. Os salários são maiores, os planos de saúde são mais caros, há planos de carreira vantajosos. A redução dos juros nos financiamentos imobiliários pode ajudar o setor da construção civil, mas será que a Caixa teria fôlego para tanto? – indagou Marques.

Aplicativo para baixa renda

A instituição também lançou o aplicativo “CAIXA tem”, voltado a clientes de baixa renda e beneficiários de programas sociais. Nele, será possível realizar o pagamento de contas, transferências e consultas relacionadas ao FGTS e ao Bolsa Família.

Segundo Pedro Guimarães, com plataforma simples e baixo consumo do pacote de dados, o app foi desenvolvido para permitir a inclusão financeira e ampliar o acesso aos serviços do banco para pessoas com telefones celulares mais simples. Após baixar o aplicativo, o usuário precisa digitar CPF e senha, que é a mesma para realizar transações.

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