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Golpe que utiliza falsa fintech para oferecer crédito no WhatsApp cresce 198% em dois anos

Número de vítimas do golpe do falso empréstimo por WhatsApp cresceu desde 2017

Número de vítimas do golpe do falso empréstimo por WhatsApp cresceu desde 2017

A tecnologia oferece muitas vantagens, mas por meio dela também têm surgido novos tipos de golpes, que se aproveitam da praticidade do ambiente virtual para fazer vítimas.

É o caso do falso empréstimo por WhatsApp, em que os criminosos se passam por uma fintech que oferece crédito pré-aprovado, e em seguida exigem que a vítima faça um depósito antecipado para ter direito ao valor.

Um levantamento realizado pelo Reclame Aqui, a pedido da Fintech Noverde, mostrou que o número de reclamações de pessoas que caíram nesse golpe aumentou 198% em dois anos. Em 2017, foram 350 reclamações no site.

Em 2018, o número subiu para 692. E de janeiro a setembro de 2019 já foram feitos 683 registros do golpe no Reclame Aqui. A expectativa é que esse número aumente até o fim do ano.

Presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), Rafael Pereira esclarece que o cliente jamais deve pagar algum valor para ter o crédito aprovado em qualquer instituição financeira, inclusive fintechs, as empresas de tecnologia do mercado financeiro.

— Se a credora solicitar o pagamento é golpe. A lógica do crédito é que se você está precisando do dinheiro, não tem que pagar nada. Não existe seguro, taxa de aprovação, pagamento de IOF — afirma.

De acordo com ele, a situação econômica do país faz com que muitas pessoas que estão com problemas financeiros acabem sendo levadas a aceitar esse tipo de condição para o falso empréstimo.

— Muitas vezes esses criminosos disparam spams para vários números e, como as pessoas estão precisando de dinheiro, os golpistas acabam conseguindo várias respostas de interessados nos empréstimos. Infelizmente, isso faz parte dos desafios para o trabalho das fintechs no Brasil. Como não existe uma delegacia específica para esses casos, a recomendação é que as vítimas façam um boletim de ocorrência — alerta Pereira.

Diretora de Riscos da Noverde, Débora Cipolli aponta que houve um crescimento das fintechs, que geraram uma facilidade maior para contratação de crédito online.

— Os golpistas se aproveitam dessa facilidade — explica Débora.

Segundo ela, em alguns casos os criminosos entram em contato com pessoas que fizeram simulações de operações de crédito na internet.

— É importante tomar cuidado ao receber esse tipo de contato no WhatsApp. As fintechs não costumam abordar os clientes dessa forma para oferecer crédito. Além disso, o consumidor deve sempre pesquisar sobre a fintech, ver se tem boa reputação, e tentar entender como funciona o serviço. Também deve desconfiar quando a promessa for muito boa ou quando o contato for muito informal, por meio de áudios no WhatsApp, por exemplo, ou com erros gramaticais no texto — aconselha.

Sites de falsas financeiras

Além da falsa oferta de crédito pelo WhatsApp, o consumidor também deve estar atento a sites que simulam instituições financeiras para atrair pessoas interessadas em contratar empréstimos. Emilio Simoni, diretor de segurança da PSafe, afirma que apenas em setembro a empresa de aplicativos de segurança identificou cerca de 30 sites desse tipo na rede.

— Quando a pessoa faz a busca por um empréstimo na internet, essas páginas aparecem, imitando financeiras. Os criminosos inclusive usam nomes parecidos com os de empresas do mercado. Eles pedem para a pessoa fazer um cadastro e, em seguida, enviam uma mensagem informando que o crédito foi aprovado, mas que existe uma pendência financeiram que a pessoa precisa pagar para liberar o empréstimo — explica Simoni.

Da mesma forma que o golpe do WhatsApp, quando a vítima faz o pagamento, o empréstimo não é liberado. Nesse caso, segundo o diretor de segurança da PSafe, o ideal é fazer um boletim de ocorrência e denunciar os sites criminosos.

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